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	<title>Arquivos reconstrução mam - Dr. Felipe Patrus</title>
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	<description>Cirurgia Plástica em Belo Horizonte</description>
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		<title>OUTUBRO ROSA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe 2018]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Oct 2019 19:00:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[mamoplastia]]></category>
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<p>É chegado o mês de outubro e, com ele, o movimento Outubro Rosa, que tem como objetivo conscientizar a população de todo o mundo sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama.</p>



<p>Nós, cirurgiões plásticos, temos um importante papel no tratamento do câncer de mama. Somos nós quem realizamos a reconstrução mamária, que busca devolver a autoestima das mulheres pela doença, além de oferecer possibilidades de que ela retome seu convívio social sem ter vergonha de usar uma determinada roupa.</p>



<p><strong>TIPOS DE CIRURGIA PLÁSTICA PARA RECONSTRUÇÃO MAMÁRIA</strong></p>



<p>Existem diferentes técnicas de cirurgia para a reconstrução da mama, a escolha vai depender da forma, tamanho e localização da retirada do tecido.</p>



<p>• Prótese de silicone: geralmente, é a técnica indicada nos casos em que a mastectomia foi feita sem comprometer tanta quantidade de pele e para pacientes que não possuem tecido suficiente para reconstruir a mama. São várias as opções de formato, textura e projeção da prótese. O ideal é conversar com o médico para a correta indicação, de acordo com biótipo e formato da mama.</p>



<p>• Uso de expansores: consiste em inserir uma espécie de prótese vazia sob a pele para promover, gradualmente, a expansão do tecido, por meio da aplicação de soro fisiológico, até atingir o tamanho desejado. Após este primeiro processo, uma segunda intervenção é realizada para remover o expansor e colocar o implante definitivo. Também já existe a opção de expansores definitivos, que permitem a reconstrução em uma única etapa.</p>



<p>• Transferência de retalhos de pele: opção que faz a retirada de tecido de uma área do corpo da própria paciente para reconstruir a mama. Os principais tipos de reconstrução com transferência de retalhos de pele são:</p>



<p>• Retalho miocutâneo do músculo reto abdominal (TRAM): utiliza pele, gordura e músculos da parte inferior abdominal. O procedimento cria uma espécie de túnel, levando o tecido até a mama, mas permanecendo preso à área de onde foi retirado, para manter a vascularização. Estão aptas para este tipo de cirurgia pacientes que tenham tecido adiposo sobressalente. Por causar um enfraquecimento na região em que o tecido foi retirado, é utilizada uma tela de polipropileno para reforçar a área do abdômen.</p>



<p>• Retalho perfurante da artéria epigástrica (DIEP): retira parte do tecido adiposo da barriga para inserir na região a ser reconstruída. Necessita de uma microcirurgia para ligar dos pequenos vasos. Não utiliza tecido muscular.</p>



<p>• Retalho do músculo grande dorsal: faz a rotação de retalho ou músculo grande dorsal (nas costas) do mesmo lado da mama que precisa ser reconstruída. O procedimento é indicado para casos em que não há pele suficiente na região da mama para a reconstrução ou há algum impeditivo para uso de retalho de outra região.</p>



<p><strong>QUESTÕES IMPORTANTES A SEREM CONSIDERADAS</strong></p>



<p>• A paciente pode optar em fazer a reconstrução mamária imediata ou tardia.</p>



<p>• Algumas mulheres não querem pensar em reconstrução enquanto não aceitam o diagnóstico de câncer. Nestes casos, a reconstrução deve ser decidida posteriormente, quando a mulher se sentir mais preparada para pensar no assunto.</p>



<p>• O resultado estético pode não ser o esperado.</p>



<p>• A preocupação da paciente com a cicatriz.</p>



<p>• A reconstrução mamária restaura a forma, mas não a sensibilidade da mama. Com o tempo, a pele da mama reconstruída pode tornar-se mais sensível, mas não será como antes da mastectomia.</p>



<p>• Uma cicatriz é o resultado natural de qualquer cirurgia, mas a morte celular (necrose) da pele da mama, do retalho, ou da gordura transplantada pode acontecer. A reconstrução imediata pode ser mais propensa a necrose. Se isso acontecer, uma nova cirurgia deverá ser feita para corrigir o problema, podendo ocasionar uma deformação na forma da nova mama.</p>



<p>• A cicatrização pode ser afetada pela cirurgia, quimioterapia, radioterapia, tabagismo, alcoolismo, diabetes, medicamentos, e outros fatores.</p>



<p>• O cirurgião pode sugerir que a reconstrução seja postergada por inúmeras razões, como a obesidade, a anorexia ou problemas circulatórios. Caso a paciente seja fumante, o ideal é que pare de fumar pelo menos 2 meses antes da cirurgia para permitir uma melhor cicatrização.</p>



<p>• Frequentemente, também é necessária uma abordagem na mama contralateral (mama saudável), para permitir que o resultado estético final seja o mais simétrico possível.</p>



<p>• Muitos médicos recomendam que as mulheres não façam a reconstrução imediata se tiverem indicação de radioterapia após a cirurgia. A radioterapia pode provocar problemas após a cirurgia e reduzir as chances de sucesso.</p>



<p>• Conhecer as opções de reconstrução antes da cirurgia ajuda a paciente a se preparar para a mastectomia com uma visão mais realista do futuro.</p>



<p>• Se a paciente prefere fazer a reconstrução antes ou depois do término do tratamento.</p>



<p><strong>A RECONSTRUÇÃO MAMÁRIA E A RECIDIVA DA DOENÇA</strong></p>



<p>Estudos mostram que a reconstrução mamária não implica na recidiva do câncer de mama. Se a doença voltar, as mamas reconstruídas não devem acarretar qualquer problema com a quimioterapia ou radioterapia.</p>



<p>Certos tipos de implantes mamários podem estar associados a um tipo de câncer raro, conhecido como linfoma anaplásico de células grandes. Este linfoma parece ocorrer com mais frequência em implantes com superfícies texturizadas (em vez de superfícies lisas).</p>
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