Cirurgias reparadoras e violência doméstica

Closeup of woman having plastic surgery performed.

Infelizmente vivemos em um mundo em que milhares de mulheres são agredidas fisicamente, psicologicamente e moralmente na rua, no trabalho e, o pior, em suas casas. Fatos como esses acontecem todos os dias e aumentaram muito durante o isolamento social.

Um estudo realizado pela empresa de pesquisa “Decode Pulse” apontou que as ocorrências de violência doméstica cresceram em seis estados brasileiros até abril, em comparação com o mesmo período do ano passado. O aumento mais assustador foi observado em Mato Grosso (400%); na Paraíba o aumento foi de 105,6%. 

No Estado de São Paulo, onde a quarentena foi adotada no dia 24 de março, porém até então obedecida por 48% da sua população, a Polícia Militar registrou um aumento de 44,9% no atendimento a mulheres vítimas de violência. O total de socorros prestados passou de 6.775 para 9.817. Casos de feminicídios também subiram de 13 para 19 (46,2%).

Cirurgias plásticas reparadoras

O procedimento visa corrigir um defeito funcional e/ou estético associado. Pode ser indicada em caso de acidentes, violência doméstica, deformidades e após a recuperação de cânceres.

A correção de deformidades permite a ressocialização e reintegração destas pessoas à sociedade, além de maior qualidade de vida e autoestima.

Mulheres vítimas de violência podem fazer cirurgia plástica pelo SUS

A lei 13.239/15, que tornou obrigatória, nos serviços do SUS, a oferta e a realização de cirurgia plástica reparadora de sequelas de lesões causadas por atos de violência contra a mulher foi publicada em janeiro de 2016. De acordo com o texto, hospitais e centros de saúde pública, ao receberem vítimas de violência, deverão informá-las da possibilidade de acesso gratuito à cirurgia plástica para reparação das lesões ou sequelas de agressão comprovada. A mulher que necessitar de cirurgia deverá procurar uma unidade que a realize, portando o registro oficial de ocorrência da agressão.

Conclusão

A cicatriz da agressão faz a vítima lembrar da violência, levando a ter dificuldades em casa, no trabalho e com futuros relacionamentos. Além disso, os ferimentos trazem sequelas mais profundas que as sentidas fisicamente. Mulheres vítimas de violência doméstica sofrem graves consequências à saúde física e mental, podendo desenvolver depressão e fobias. A cirurgia plástica reconstrutora tem o poder de trazer de volta toda autoestima e alegria que a mulher tinha antes das agressões.

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